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Domingo

Dezembro 2, 2019

© MCS

Aleluia!

Dezembro 2, 2019

© MCS

Finalmente acordei e vi o Sol. Já me sentia um urbano-depressivo da Islândia.

Papoilas saltitantes

Dezembro 2, 2019

Numa outra vida, ou melhor, numa outra conta de facebook (no fundo, é a mesma coisa) tinha lá umas “amigas” que tinham sido (já não eram) grandes defensoras do Sócrates. Mas daquelas mesmo ceguinhas pelo homem. Quando ele caiu em desgraça, abandonaram-no, claro. Também eram (ainda são, presumo) muito “amigas” da cancioneira socrática. Já dá para ver o filme, não?

Entretanto, escolheram outro. O menino d’ouro passou a ser aquele que é hoje o secretário de estado do brinquinho. Mas como o Ps foi chão que já deu uvas, ficaram órfãos.

Criou-se um novo partido todo modernaço e lá estavam elas na linha da frente. Como partido modernaço que é tinha de ser fervorosamente defensor do Acordo Hortográfico.

A determinada altura uma delas escreve um post a gozar com a malta que era contra o acordo hortocoiso. E quem lá entrou na conversa? O Rui Tavares. Grandes amigalhaços que eram, claro, todos modernaços. O que me deu voltas ao estômago foi a linguagem e o tom com que gozavam. Para o Rui Tavares e para as meninas só quem fosse burro, atrasado, parolo ou analfabeto é que podia ser contra o acordo desortográfico. Os argumentos eram do estilo “e porque não escrever como o D. Dinis? E com ph?” e outros argumentos básicos assim.

Quando li aquilo fiquei logo convencido que nunca votaria num partido daqueles. Acima de tudo pelas pessoas. Sim, porque quem faz realmente um partido são as pessoas, não são as ideologias.

Hã?!

Dezembro 1, 2019

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A expressão do gato quando lhe li “cultura de descanso, no sentido intelectual do termo”.

O algodão não engana

Dezembro 1, 2019

Anda-me a crescer cotão no umbigo. Isto é sinal de Inverno, não é?

Ó mãe, anda ver!!

Novembro 25, 2019

Sim, aquele gajo que a Ana Cristina Leonardo cita na sua crónica do Expresso, um tal de Marco Santos, sou eu mesmo. Não é só o Jorge Jesus que tem direito à glória. Também sou filho de Deus, ora.

AH, OS DEPLORÁVEIS!

A expressão “O Diabo está nos detalhes”, cuja origem resta por confirmar, terá sido antecedida por outra, na aparência de significado antónimo: “Deus está nos detalhes”. Também há o filme, “O Diabo Veste Prada”, mas isso agora não vem a propósito.

A propósito viria Hegel que, com toda a lógica (e na “Ciência da Lógica”), identificou o Ser e o Nada como sendo afinal o mesmo. Não arriscamos ir por aí, lembrados das figuras tristes que já nos deram “A Fenomenologia de Sartre” de Passos Coelho, ou as referências, tão circunspectas quanto delirantes, do tão famoso quanto opinativo filósofo pop, Bernard-Henri Lévy, à obra “A Vida Sexual de Immanuel Kant” de Jean-Baptiste Botul (Cavalo de Ferro, 2004) – a vida sexual de Kant e Botul, ambos criações satíricas e apócrifas do jornalista do “Canard Enchainé” e ex-professor de filosofia, Frédéric Pagès que Lévy, recentemente convidado de Costa e Marcelo, levou a sério, servindo-se delas para desancar no alemão. Como alguém então escreveu: “BHL nunca se deixou intimidar pelos autores menores.”

Quem também nunca se deixa intimidar, nomeadamente pelas palavras, é o nosso Presidente. Sempre disposto a fazer crescer centímetros aos portugueses, foi vê-lo a fechar a Web Summit: “Portugal tornou-se no país chave da revolução tecnológica”. É verdade que não vestia umas das 50 camisolas de lã feitas à mão na Irlanda, iguais às de Cosgrave (Paddy para os amigos), que esgotaram de imediato apesar do preço proibitivo.

O “fait divers”– o detalhe – não deixa de ser significativo e foi brilhantemente resumido numa rede social: “A cimeira é toda tecnológica, mas a camisola é cara porque é feita à mão. Para o ano estão a vender tapetes de Arraiolos”.

A frase de Marco Santos, que se escrita em francês poderia ser de Botul, resume tudo; só deixa de fora o facto de existirem há muito Arraiolos deslocalizados na China.

E é assim que, apesar das piedosas declarações de Marcelo sobre a tecnologia para todos, em Seattle, onde Jeff Bezos já terá dado o alerta para a concorrência alfacinha, a chegada da Amazon, que é dona de 20% do centro da cidade, fez disparar o preço da habitação a tal ponto que 30% dos sem-abrigo vivem na rua apesar de terem emprego. Quanto aos colaboradores privilegiados da Amazon, nada lhes falta, nem sequer um idílico jardim de plantas tropicais, qual Arraiolos dos verdadeiros.

Caso para se dizer: a falta que faz um Victor Hugo!

Ana Cristina Leonardo (Expresso, 16 Novembro 2019)

Aurora boreal

Novembro 25, 2019

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