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Papoilas saltitantes

Dezembro 2, 2019

Numa outra vida, ou melhor, numa outra conta de facebook (no fundo, é a mesma coisa) tinha lá umas “amigas” que tinham sido (já não eram) grandes defensoras do Sócrates. Mas daquelas mesmo ceguinhas pelo homem. Quando ele caiu em desgraça, abandonaram-no, claro. Também eram (ainda são, presumo) muito “amigas” da cancioneira socrática. Já dá para ver o filme, não?

Entretanto, escolheram outro. O menino d’ouro passou a ser aquele que é hoje o secretário de estado do brinquinho. Mas como o Ps foi chão que já deu uvas, ficaram órfãos.

Criou-se um novo partido todo modernaço e lá estavam elas na linha da frente. Como partido modernaço que é tinha de ser fervorosamente defensor do Acordo Hortográfico.

A determinada altura uma delas escreve um post a gozar com a malta que era contra o acordo hortocoiso. E quem lá entrou na conversa? O Rui Tavares. Grandes amigalhaços que eram, claro, todos modernaços. O que me deu voltas ao estômago foi a linguagem e o tom com que gozavam. Para o Rui Tavares e para as meninas só quem fosse burro, atrasado, parolo ou analfabeto é que podia ser contra o acordo desortográfico. Os argumentos eram do estilo “e porque não escrever como o D. Dinis? E com ph?” e outros argumentos básicos assim.

Quando li aquilo fiquei logo convencido que nunca votaria num partido daqueles. Acima de tudo pelas pessoas. Sim, porque quem faz realmente um partido são as pessoas, não são as ideologias.

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