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Macacadas

Maio 20, 2017

Há uns anos vi uma entrevista à Maria Filomena Mónica onde ela dizia que só teve conhecimento da existência do fenómeno nacional e internacional que era o Eusébio quando leu sobre isso num jornal… inglês. Ora, isto foi já depois do mundial de 1966 que se realizou em Inglaterra e já bem depois do Benfica ter ganho duas taças dos campeões europeus em 1961 e 1962 (o Eusébio só jogou a segunda final).

A pergunta que se impõe é: como é que alguém que chegou ao topo da carreira em, pasme-se, sociologia (!!!!) não conhecia tal fenómeno nacional e internacional? E sobre Fátima onde iam milhares de pobrezinhos em romaria será que sabia da sua existência? Que raio de estudos “sociológicos” (sim, com muitas aspas) podia esta senhora fazer se não conhecia a realidade, o dia-a-dia, o quotidiano, o lazer, as conversas da população portuguesa.

O excesso de pinderiquismo tem limites, ou melhor, macacos (com 17 valores) há muitos.

Podia não gostar de futebol, de Fátima ou do festival da canção, mas não conhecer o país onde se vive e mandar bitaites sociológicos arrisca-se a fazer figura de macaco“(sim, é mais uma referência futebolística, se não quiserem fazer figuras googlem).

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  1. pedro matos permalink
    Junho 9, 2017 10:49

    Filomena Mónica voltou a repeti-lo, orgulhosa, mesmo o outro dia, no Expresso: ‘sabia lá eu quem era o Eusébio!’ (cito de cor).
    Também eu fiquei estarrecido quando a li, e me coloquei a exacta pergunta que (MCS) aqui faz.

    Por volta de 1997-98, conheci, no âmbito da minha actividade profissional – engenharia -, um tipo, que na altura teria 35 anos, e que não sabia quem era… o Maradona (nem de nome!).

    Lembro-me de, à época, contar esta bizarria aos amigos quase com vergonha.
    É que não dava para acreditar, ao ponto de não dar para me acreditar a mim próprio, e de sempre me sentir um mentiroso quando o relatava.

    O facto é que, tendo privado com ele algum tempo, percebi, por outros comportamentos, que padeceria certamente de alguma forma de autismo, síndrome de Asperger, ou coisa que o valha (que médico não sou); isto apesar de o rapaz ter frequentado o curso de Física na Faculdade de Ciências (embora sem concluir a licenciatura, ao que recordo).

    Talvez seja tempo de o pinderiquismo – como bem diz – integrar o DSM.

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    • Junho 9, 2017 15:06

      eheheh talvez, talvez. Mas olha que a MF Mónica é mesmo um caso de estudo. Cá para mim acabava por se tornar num Relvas se fosse bem investigada toda a carreira. É demasiado mau para ser verdade.

      Há uns anos tive uma colega de trabalho que perguntou a outra: “Foste a Paris ver o Louvre. O que é isso?” Toda a gente se começou a rir e ela ficou ofendidíssima. Nós pensámos que ela estava no gozo, mas não. Foi triste. Tudo.

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