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“Três homens num barco”

Janeiro 25, 2017

«Éramos quatro – o George, o William Samuel Harris, eu próprio e o Montmorency. Estávamos sentados no meu quarto a fumar e a dizer quão mal nos sentíamos – mal, quero eu dizer, de um ponto de vista clínico, evidentemente.
Estávamos a sentir-nos em baixo de forma, o que nos deixava a todos bastante nervosos. O Harris disse que sentia uns ataques tão extraordinários de tonturas a abater-se sobre ele que, às vezes, mal sabia o que estava a fazer; e depois o George disse que ele também tinha ataques de tonturas e que, nessas alturas, mal sabia o que fazia. Comigo era o fígado que estava desarranjado. Eu sabia que era o fígado porque, ainda há pouco, tinha lido um folheto que anunciava umas pílulas hepáticas e no qual vinham, em pormenor, todos os sintomas que levam uma pessoa a perceber que tem o fígado desarranjado. E eu tinha os sintomas todos.
É uma coisa realmente extraordinária mas, sempre que leio um anúncio a um determinado medicamento, chego à conclusão de que sofro da doença particular que ali é abordada e sempre na sua forma mais virulenta.»

Três homens num barcoJerome K. Jerome (Trad. Luísa Feijó, Ed. Cotovia)

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