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Diana e as Ninfas

Abril 28, 2016

“L’été: Diane surprise au bain par Actéon” (1860), Eugène Delacroix @ Museum of Fine Arts, Boston

«Em Córdova, ao pôr-do-sol, há muitos ociosos no cais que circunda a margem direita do Guadalquivir. Aí se respiram as emanações de uma fábrica de curtumes que mantém a velha fama da terra no curtimento de cabedais; mas, em compensação, aí se goza também de um espectáculo que vale bem a pena ser visto. Alguns minutos antes das Trindades, juntam-se muitas mulheres na margem do rio, ao fundo do cais, que tem um grande altura. Homem algum ousaria juntar-se a esse rancho. Mal soam as Trindades, parte-se do princípio de que é noite escura. Assim que cai a última badalada, todas as mulheres se despem e se metem na água. Então há gritos, gargalhadas, um barulho infernal. Do alto do cais, os homens espiam as banhistas, arregalam os olhos e não vêem grande coisa. As formas vagas e brancas que se contornam sobre a mancha azulada do rio actuam, contudo, sobre os espíritos poéticos, e basta um pouco de imaginação para nos representarmos Diana e as Ninfas no banho, sem termos de recear a sorte de Acteão.» 19

Carmen, Prosper Mérimée (Tradução de Maria Dias, Ed. QuidNovi, p. 19)

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