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Balizas imaginárias

Janeiro 13, 2016

street football

Devia ser obrigatório que todas as crianças jogassem futebol na rua e em que duas pedras de cada lado fariam de baliza. Porquê?

Volta e meia tenho de ouvir alguém dizer que não tem partido, que não vota em ninguém, que não tem ideologia, que são todos iguais, querem é tacho, não existe esquerda nem direita, enfim, a treta do costume. Sempre que ouço/leio isto penso em amebas. Estas também andam para cima e para baixo, para um lado e para o outro, assim naquela, como quem não quer a coisa, e tal, tudo bem?, agora vou ali, depois para acolá. E mais nada.

Se alguém já enfiou a carapuça, calma, ainda não acabei. Se me perguntarem se tenho partido também direi que não. Se alguém me perguntar se tenho ideologia também direi que não, mas sei que existe mesmo uma esquerda e uma direita. E é aqui que entram as balizas feitas com duas pedras.

Quem jogou futebol na rua com duas pedras no chão a servir de baliza, sabe da importância das balizas imaginárias. Onde fica a trave? E os postes? E a linha de canto? Cabe-nos a nós jogadores imaginar os limites e chegar a um acordo se a bola entrou, se foi à trave ou ao poste. Não ter uma ideologia ou um partido não quer dizer que não tenha uma baliza imaginária por referência, umas linhas imaginárias por onde penso que passem os destinos de uma vida melhor. Consideremos a esquerda/direita as duas equipas, as balizas de pedra as ideologias/partidos e já se percebe melhor isto tudo.

Se acharam que este post ficou um pouco fora-de-jogo, não faz mal, lembrem-se que as linhas são imaginárias.

4 comentários leave one →
  1. Janeiro 13, 2016 21:38

    Estou indeciso se devo “tomar partido”. O “Discurso do Metodo” não me ajuda . Não votarei nos representantes dos burguesinhos dos anos 50, que jogavam à bola na rua, bem vestidos e calçados.

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    • Janeiro 14, 2016 16:15

      Desde que o marcello não seja eleito… 🙂

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  2. anónimo permalink
    Janeiro 14, 2016 08:29

    lembro-me das balizas imaginárias, e das grandes discussões para se esclarecer se era golo-))) Dava-se preferência a remates rasteiros e bem pelo meio para não haver dúvidas-)))

    e uns dedos esfolados quando se chutava o paralelo mais alto, no meu caso tenho uma cicatriz quando fazia isso no Brasil (antes de vir para Portugal), chutei uma pedra de mármore lascada.

    e um dedo mindinho que ficou pendurado por ter pegado uma Pipa (Papagaio), com serol (vidro ralado e rezina da árvore de borracha) que passávamos no fio para cortar as outras Pipas em voo

    acho que era assim que se chamava – serol

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    • Janeiro 14, 2016 16:16

      As memórias de infância são sempre uma boa lição de vida.

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