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É um desespero

Junho 9, 2015

A Clockwork Orange (1971)

Parece mal dizer que odeio a música que se ouve na rua durante as festas dos santos populares? Isto não é snobismo, porque se ouvisse durante um mês a mesma música do Miles Davis numas colunas fanhosas, com um som ranhoso e o volume no máximo, eu juro que partia todos os discos que tenho dele. E tenho muitos. Já nem o podia ver à minha frente. Agora imagine-se velhinhas aos gritos num som monocórdico durante um mês e eu garanto que até um surdo fica com dores de cabeça. Aliás, é por esta razão que a malta bebe até cair para o lado, só assim que consegue aguentar aqueles grunhidos. Sinto-me que nem o tipo no filme “Laranja Mecânica”, é um efeito pavloviano, tenho tonturas, enjoos, é um desespero.

[imagem: “Laranja Mecânica/A Clockwork Orange” (1971), Real. Stanley Kubrick]

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4 comentários leave one →
  1. Junho 9, 2015 20:22

    Agora imagina que a montagem das barracas que antecedem a coisa acontecia 10 metros abaixo das tuas janelas e varanda, a vontade de atirar tudo lá para baixo, imagina.

    Quem é amiguinha, quem é? 🙂

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    • Junho 9, 2015 21:32

      Agora imagina que moro mesmo no epicentro, ou seja, na confluência de três bairros (e praticamente os únicos) onde decorre tudo, mas tudo mesmo. Nem Dante consegue imaginar 🙂

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  2. Junho 10, 2015 12:56

    Quem é amiguinho, quem é? 🙂

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