Antena trê…ta
No dia 21 de Dezembro, enquanto fazia zapping radiofónico, cruzei-me auditivamente com uma música que me fez levantar as orelhas. Tinha ritmo, batida, swing, era uma daquelas músicas de fazer encher os tímpanos. Esperei que o dj de serviço me informasse quem era. Népias. Ele lá carregou no botão e lançou no éter outra música. Voltei a esperar. Népias. Aproximava-se o sinal horário e lá tive de ouvir as notícias para a malta jovem. A Antena 3 orgulha-se de ser a rádio para um público jovem, urbano, tecnológico (?) e outras tretas assim. Resultado: fiquei sem saber quem era a banda da tal música. Bem, pensei, isto será fácil de resolver, pode ser que no site da tal rádio exista o alinhamento das músicas e pelo horário devo conseguir lá chegar. Após a consulta do tal site para a malta jovem que, diga-se, é um site de merda, mal desenhado, com pouquíssima informação, fiquei como estava, a zero. Voltei a pensar (sim, às vezes, faço isso), eles devem ter uma página no facebook, afinal trata-se de uma rádio para a malta jovem e por aí devo conseguir contactá-los mais rapidamente. Envio mensagem e, para reforçar, deixo um comentário com a pergunta. Esperei vários dias e népias. Nem responderam. Nem que sim, nem que não. Zero. Silêncio. No entanto, continuavam a lançar postas de pescada no facebook. Será que é uma pessoa, um humano que faz isso, ou será uma máquina, um autómato. Vamos lá ver, a rádio da malta jovem cria uma página no facebook para estar mais próxima dos seus ouvintes e depois ignora-os. Ah e tal, agora o pessoal está todo na internet, temos de lá estar também, a malta jovem está sempre on line. Sim, e depois? De que vale essa merda se depois não há feed back ? Estou a usar uns termos em inglês para parecer jovem e tecnológico. Será que a famosa Antena 3, a rádio da malta jovem, ainda navega pela internet 1.0? Andou o Sócrates a investir no magalhães e depois a rádio da malta jovem funciona como os quadros de lousa/ardósia!
Entretanto, consegui encontrar o e-mail do gajo que apresenta o programa, Luís Oliveira de sua graça e o programa tem o criativo nome de… “Luís Oliveira”. I love my ego! Mas tal como seria de prever não respondeu. Já sei. Vai dizer que não utiliza o e-mail que está indicado no tal site ranhoso. Então, muda essa merda. Custa assim tanto alterar isso. Arre burro!. Já agora, se andar por aí alguém que conheça o tipo ou tenha um contacto utilizável, agradeço desde já. Aliás, nem sei se a música me interessa, se calhar volto a ouvir e acho um valente barrete. Por isso é que gostaria de saber quem é a banda e o tema.
Tudo isto, que se resolveria em 5 minutos no máximo, fez-me lembrar a notícia que anunciava o encerramento da Antena 3 (entre outras) pelo doutor (é, não é?) Relvas. Continuem assim que eu vou aplaudir quando fecharem essa merda.

Nesta sociedade tão “tecnologicazinha”, situações como esta são uma constante. Os indivíduos perderam o valor, actua-se para as massas.
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Bastava tão só responder “não, não é possível saber, porque não guardamos o alinhamento do temas”. E pronto, paciência, continua para bingo.
Actuam para as massas, mas quando dão por ela, as massas manda-os cavar batatas. Depois vêm lamentar-se, coitadinhos.
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e que faltam fazem as batatas 🙂 era menos um alimento para importar 🙂
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Fazem muita falta. Aqui pelos meus lados voltou a aumentar o preço. E tantos latifundiários com hectares de terra abandonada e ainda a receberem para nada produzirem. Só crescem relvas daninhas.
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Os antigos dizem que isto só lá vai quando voltarmos à terra. Dependemos demasiado dos Serviços, do sector terciário, dos escritórios e dos doutores, não produzimos nada, nem cultivamos nada.
(o problema é que as relvas daninhas são tantas e tão difíceis de exterminar…)
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É verdade, as relvas daninhas são muitas e difíceis de exterminar, mas o passado prova-nos que é possível. Elas voltam a crescer, mas voltamos a exterminá-las. Digamos que é o ciclo da vida. 🙂
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Teresa,
não são só os antigos, nem tampouco esta questão da terra é redutível à Economia/mecanismos de Produção. Quem não tem memórias felizes de sujar as mãos na terra, durante a infância? Estas coisas são de tal modo básicas que aflige a sua transformação em outras coisas ditas elaboradas. O facto é que gostamos de semear, plantar, ver crescer, gostamos da passagem lenta do tempo, do recolher dos frutos, é só lamentável que isto tenha sido tão adulterado pelas coisas fast que vão contaminando tudo em redor.
(Top secret: O Relvas não existe, gasta demasiada água)
MCS,
gosto de o ver zangado e praguejando 🙂
(eu que sou a malcriada da minha família)
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Oh foi apenas um pequeno desabafo 🙂
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Sim, Alexandra. E por momentos, voltei à infância 🙂
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