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Antena trê…ta

Dezembro 29, 2012

No dia 21 de Dezembro, enquanto fazia zapping radiofónico, cruzei-me auditivamente com uma música que me fez levantar as orelhas. Tinha ritmo, batida, swing, era uma daquelas músicas de fazer encher os tímpanos. Esperei que o dj de serviço me informasse quem era. Népias. Ele lá carregou no botão e lançou no éter outra música. Voltei a esperar. Népias. Aproximava-se o sinal horário e lá tive de ouvir as notícias para a malta jovem. A Antena 3 orgulha-se de ser a rádio para um público jovem, urbano, tecnológico (?) e outras tretas assim. Resultado: fiquei sem saber quem era a banda da tal música. Bem, pensei, isto será fácil de resolver, pode ser que no site da tal rádio exista o alinhamento das músicas e pelo horário devo conseguir lá chegar. Após a consulta do tal site para a malta jovem que, diga-se, é um site de merda, mal desenhado, com pouquíssima informação, fiquei como estava, a zero. Voltei a pensar (sim, às vezes, faço isso), eles devem ter uma página no facebook, afinal trata-se de uma rádio para a malta jovem e por aí devo conseguir contactá-los mais rapidamente. Envio mensagem e, para reforçar, deixo um comentário com a pergunta. Esperei vários dias e népias. Nem responderam. Nem que sim, nem que não. Zero. Silêncio. No entanto, continuavam a lançar postas de pescada no facebook. Será que é uma pessoa, um humano que faz isso, ou será uma máquina, um autómato. Vamos lá ver, a rádio da malta jovem cria uma página no facebook para estar mais próxima dos seus ouvintes e depois ignora-os. Ah e tal, agora o pessoal está todo na internet, temos de lá estar também, a malta jovem está sempre on line. Sim, e depois? De que vale essa merda se depois não há feed back ? Estou a usar uns termos em inglês para parecer jovem e tecnológico. Será que a famosa Antena 3, a rádio da malta jovem, ainda navega pela internet 1.0? Andou o Sócrates a investir no magalhães e depois a rádio da malta jovem funciona como os quadros de lousa/ardósia!

Entretanto, consegui encontrar o e-mail do gajo que apresenta o programa, Luís Oliveira de sua graça e o programa tem o criativo nome de… “Luís Oliveira”. I love my ego! Mas tal como seria de prever não respondeu. Já sei. Vai dizer que não utiliza o e-mail que está indicado no tal site ranhoso. Então, muda essa merda. Custa assim tanto alterar isso. Arre burro!. Já agora, se andar por aí alguém que conheça o tipo ou tenha um contacto utilizável, agradeço desde já. Aliás, nem sei se a música me interessa, se calhar volto a ouvir e acho um valente barrete. Por isso é que gostaria de saber quem é a banda e o tema.

Tudo isto, que se resolveria em 5 minutos no máximo, fez-me lembrar a notícia que anunciava o encerramento da Antena 3 (entre outras) pelo doutor (é, não é?) Relvas. Continuem assim que eu vou aplaudir quando fecharem essa merda.

10 comentários leave one →
  1. teresa permalink
    Dezembro 29, 2012 16:26

    Nesta sociedade tão “tecnologicazinha”, situações como esta são uma constante. Os indivíduos perderam o valor, actua-se para as massas.

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    • Dezembro 29, 2012 18:38

      Bastava tão só responder “não, não é possível saber, porque não guardamos o alinhamento do temas”. E pronto, paciência, continua para bingo.
      Actuam para as massas, mas quando dão por ela, as massas manda-os cavar batatas. Depois vêm lamentar-se, coitadinhos.

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    • teresa permalink
      Dezembro 29, 2012 19:02

      e que faltam fazem as batatas 🙂 era menos um alimento para importar 🙂

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    • Dezembro 29, 2012 19:26

      Fazem muita falta. Aqui pelos meus lados voltou a aumentar o preço. E tantos latifundiários com hectares de terra abandonada e ainda a receberem para nada produzirem. Só crescem relvas daninhas.

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    • teresa permalink
      Dezembro 29, 2012 19:42

      Os antigos dizem que isto só lá vai quando voltarmos à terra. Dependemos demasiado dos Serviços, do sector terciário, dos escritórios e dos doutores, não produzimos nada, nem cultivamos nada.

      (o problema é que as relvas daninhas são tantas e tão difíceis de exterminar…)

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    • Dezembro 29, 2012 23:54

      É verdade, as relvas daninhas são muitas e difíceis de exterminar, mas o passado prova-nos que é possível. Elas voltam a crescer, mas voltamos a exterminá-las. Digamos que é o ciclo da vida. 🙂

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  2. Dezembro 29, 2012 20:38

    Teresa,

    não são só os antigos, nem tampouco esta questão da terra é redutível à Economia/mecanismos de Produção. Quem não tem memórias felizes de sujar as mãos na terra, durante a infância? Estas coisas são de tal modo básicas que aflige a sua transformação em outras coisas ditas elaboradas. O facto é que gostamos de semear, plantar, ver crescer, gostamos da passagem lenta do tempo, do recolher dos frutos, é só lamentável que isto tenha sido tão adulterado pelas coisas fast que vão contaminando tudo em redor.

    (Top secret: O Relvas não existe, gasta demasiada água)

    MCS,

    gosto de o ver zangado e praguejando 🙂

    (eu que sou a malcriada da minha família)

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    • Dezembro 29, 2012 23:59

      Oh foi apenas um pequeno desabafo 🙂

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  3. teresa permalink
    Dezembro 29, 2012 20:41

    Sim, Alexandra. E por momentos, voltei à infância 🙂

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Trackbacks

  1. Os dias da rádio | No Vazio da Onda

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