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Se for preciso trair o livro, façam-no.

Maio 19, 2012

Nunca li Juan Marsé, mas quem responde desta forma merece ser lido.

As relações com os realizadores de cinema que adaptaram as suas obras foram sempre muito tensas, muito difíceis. Porquê?
Tento sempre explicar-lhes que o problema dos filmes não está em serem pouco fiéis ao que eu escrevi. Pelo contrário, está em serem demasiado fiéis.

Não gostou de nenhuma das adaptações?
Não. Há talvez algumas menos más. Os realizadores parecem esquecer que os filmes têm a sua própria dinâmica narrativa, estritamente cinematográfica. Se for preciso trair o livro, façam-no. Mas na verdade nunca me traem o suficiente. Seria preciso deixar cair algumas personagens, algumas situações, criar outras novas. Os cineastas deixam-se enganar pela aparente simplicidade da minha escrita. Pensam que basta transpô-la para o ecrã, tal e qual. Ora, uma coisa é o que está escrito para ser lido e outra coisa é o que está feito para ser visto num ecrã.

(entrevista completa no Bibliotecário de Babel)

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