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“Sexus”

Dezembro 2, 2009

«Devo tê-la conhecido numa quinta-feira à noite, no salão de baile. Na manhã seguinte, após uma ou duas horas de sono, apresentei-me ao trabalho com um ar de sonâmbulo. O dia passou como um sonho. Depois de jantar, deitei-me no sofá e só acordei, completamente vestido, cerca das seis da manhã. Sentia-me inteiramente refeito, de coração puro e obcecado por uma ideia: tê-la, custasse o que custasse. Enquanto atravessava o parque a pé, debati comigo mesmo o género de flores que lhe deveria enviar com o livro que lhe prometera (Winesburg, Ohio). Ia a caminho dos trinta e três anos, a idade de Cristo crucificado, e abria-se à minha frente uma vida totalmente nova, se tivesse a coragem de arriscar tudo. A verdade, porém, é que não tinha nada a arriscar, pois encontrava-me no primeiro degrau da escada e não passava de um falhado em toda a acepção da palavra.»
(…)
Sexus, Henry Miller (Tradução de Adelino dos Santos Rodrigues, Ed. Livros do Brasil)

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